9 de janeiro de 2010

Os contos do velho Gagá

Bem pessoal infelizmente por motivos de diagramação, a revista Game Nostalgia não virá a ser lançada, mas em compensação o blog continua a todo vapor e o conteúdo que tinhamos preparado para a revista será publicado aqui mesmo! Portanto você não perderá nada! Pois então comecemos com o texto do mestre "Orakio - O Gagá" do popular blog da velharada Gagá Games!! Esse texto seria o primeiro de uma coluna fixa, onde o Gagá contaria seus causos, ilustrando como a cultura gamer mudou com o decorrer dos tempos. Infelizmente esse será o único texto, portanto aproveitem!

OS CONTOS DO VELHO GAGÁ!
por: Orakio Rob, "O Gagá"

Olá criançada! Lá vamos nós com a primeira edição da coluna do Gagá aqui na revista digital Game Nostalgia. Espero que gostem, porque o tempo que estou "perdendo" para escrever esta coluna poderia estar sendo empregado no desbravamento de centenas de roms e isos de dezenas de consoles diferentes que tenho no meu computador.

É. Mas nem sempre foi assim...

Antes do exército de jogos piratas de Playstation chegar ao camelô da esquina e você poder ter centenas de CDs de jogos comprados a "10 merrél" cada, os jogos vinham em invólucros plásticos geralmente cinza ou pretos com uma placa de circuitos dentro. Chamávamos essas coisas de "cartuchos". Até tinha quem pirateasse, mas era difícil garantir a qualidade com tantos componentes envolvidos, e o preço acabava sendo meio alto. Fora que havia riscos reais de um cartucho de qualidade ruim arruinar o seu videogame. Como nem todo mundo era filho de político, a turma muitas vezes só tinha um jeito de experimentar o batalhão de clássicos dos velhos consoles: indo à locadora.

Para quem caiu de paraquedas no mundo dos videogames só na era Playstation, e já nasceu baixando desenhos japoneses pornográficos no eMule, eu explico: as locadoras eram estabelecimentos com estantes cheias de caixas de jogos e/ou filmes. Você escolhia uma caixa, levava ao balcão e "alugava" o jogo/filme pagando mais ou menos quatro reais por dia. Se você nunca entrou numa locadora, deve ter uma Blockbuster aí perto da sua casa, dê um pulo lá e veja que sistema pré-histórico a gente tinha que usar para ver filmes e jogar jogos antes de inventarem o Rapidshare e o Bittorrent.

Como naqueles tempos não se podia comprar jogo a dez pratas, mas sim a cento e tantas, as locadoras eram um ótimo negócio para o gamer. Dava para jogar um montão de jogos pagando pouca grana por dia. Na maioria das vezes, o cara alugava o jogo, jogava sem parar o dia inteiro, levava bronca da mãe porque não saía da frente da TV, levava outro esporro do pai, dormia tarde pra caramba mas conseguia zerar o jogo a tempo de devolver no dia seguinte. Na pior das hipóteses, o gamer aceitava pagar mais quatro pratas de "multa" para ficar mais um dia com o jogo e conseguir zerar. Claro que isso não funcionava com jogos pseudomasoquistas como Battletoads, onde o jogador torrava uma baita grana no aluguel e não zerava o jogo nem por decreto.

Terrível mesmo era quando chegava um grande lançamento na locadora, tipo o primeiro Mortal Kombat para Super Nintendo. Mesmo com as revistas avisando que o jogo não tinha sangue (que cá para nós, era 90% da graça do jogo) a turma ALOPROU quando o jogo saiu. A locadora mequetrefe aqui do pedaço, que dividia as instalações com uma academia de musculação, recebeu UM cartucho do jogo. Alugar o danado era quase impossível. O jogo não esquentava a prateleira, quando era devolvido já tinha alguém lá de plantão para levar. Um dia eu e um colega nos revezamos na locadora. Chegamos quando o cara ainda estava levantando a porta de metal: "Mortal Kombat tá aí?", nós perguntamos. "Não, molecada, tá alugado". Paciência, vamos esperar.

Eu e meu amigo ficamos lá batendo papo. Deu meio-dia, nada do jogo. Eu fui almoçar, ele ficou na locadora. Eu voltei para rendê-lo, ele foi almoçar. Voltou. Nada do jogo. E tome papo-furado. Ficamos lá rindo dos moleques perebas que pagavam duas pratas para jogar meia horinha de F-Zero no SNES que ficava na locadora e estoporavam o carro já na segunda volta na Mute City I. Deu cinco da tarde e bateu aquele frio na espinha: quem alugou o jogo não vai devolver hoje. Dito e feito. Foram mais dois dias de plantão até alugarmos o maldito do Mortal Kombat. Rachamos uns cinco dias de aluguel, e nos divertimos um bocado com o jogo, ainda mais quando imaginávamos os pobres-coitados que estavam passando fome com as pernas doendo na locadora, na vã esperança de que nós, os poderosos inquilinos de Mortal Kombat, liberássemos o imóvel.

As locadoras também proporcionavam outras situações dramáticas. RPGs, por exemplo, eram um problema. Memory cards nesses tempos eram um sonho distante, o jogo era gravado no cartucho mesmo. Se você jogasse uns dois dias, gravasse o jogo e devolvesse à locadora para continuar outro dia estava lascado. Via de regra, em um cartucho com espaço para dez saves diferentes, o primeiro Zé Mané que alugasse o dito cujo depois de você certamente ia apagar justamente o seu save. Você alugava de novo na semana seguinte, na esperança de encontrar seu save lá, poupado pela compaixão dos desconhecidos que alugaram o jogo depois de você. Isso obviamente era um delírio, algo como emprestar sua namorada para os amigos do bar por uma semana e acreditar que ninguém sequer passaria a mão na bunda dela.

Uma vez desencavei um cartucho de Phantasy Star III numa locadora bem longe da minha casa. Era muito complicado chegar na locadora, tinha que ficar uma hora no ônibus... eu nunca tinha jogado PSIII, estava doido para conhecer o jogo, e meu amigo (outro amigo, esse tinha o cartucho de Phantasy Star I que eu jogava quando era moleque) também. Não tinha guia, não tinha mapa, não tinha nada. A gente sabia que para zerar o jogo tinha que ser de tacada, que se devolvêssemos o jogo o nosso save ia sambar. No segundo dia, o meu amigo pegou a escova de dentes e o único pijama de macho sem ursinhos e carrinhos estampados que tinha no armário e foi dormir lá em casa para a gente jogar sem parar.

Ao fim do terceiro dia rolou uma certa angústia. A grana era curta, a gente já tava gastando um dindin legal no aluguel, e ainda tinha jogo para pelo menos dois dias. Claro, isso era uma estimativa, não tínhamos lá muita ideia de quanto jogo ainda tinha pela frente. Já, pensou, pagar mais dois dias de aluguel, não conseguir zerar o jogo e ter que devolver por não ter mais grana? Era aquele dilema do "babaca metido a nadador": você aposta com um colega que consegue nadar até aquela ilha que você vê da praia, e depois de uns dez minutos está morto de cansaço e começa a pensar se é melhor voltar enquanto é tempo ou se vale tentar mais um pouco, sabendo que desistir depois vai ser pior, porque você vai ter que nadar muito mais coisa para voltar.

Para dar um gás, começamos a nos revezar durante a noite. Meia-noite eu dormia e ele jogava. Uma e meia da madruga trocávamos os turnos. Lá pelas quatro da manhã ele me acordou: "Olha, achei o Siren". E assim nós conseguimos, finalmente, zerar o PSIII no quinto dia pela manhã, sem guia, sem mapas e, agora, sem grana. Deu tempo de encarar a viagem de ônibus até a locadora e devolver o jogo no mesmo dia.

Pode parecer que esses tempos de locadora eram um martírio para nós, gamers. Mas a verdade é que a coisa tinha um certo charme. Você se dedicava tanto para conseguir alugar os jogos, e tinha tantas boas histórias de dias de desespero tentando zerar o danado, que passava a valorizar a experiência toda. A verdade é que parte dessa nostalgia que nós temos hoje com relação aos jogos antigos tem muita a ver com essas histórias engraçadas (às vezes terríveis) associadas às jogatinas, histórias que nos fazem lembrar dos nossos amigos e das nossa traquinagens (eu, por exemplo, matei aula uns três dias para zerar o Final Fantasy III de Super Nintendo que aluguei).

Semana que vem tem mais, garotada!


QUEM GOSTARIA QUE O GAGÁ CONTINUASSE A ESCREVER ESSA COLUNA, LEVANTE A MÃO!

21 Comentários:

Magazine Games disse...

Mao... que loco, adorei essa história nostalgica, a parte do tralma dos rpg's eu cheguei a viver tb com o Mario RPG e o Final Fantasy II (IV) de SNES, o Mario RPG eu só fechei porque a locadora ficou fechada durante uma semana inteira e a locação rolou os 7 dias apenas pelo valor de uma única locação, isso aconteceu no Natal e Ano Novo de 1997, ja o Final Fantasy IV eu não consegui terminar porque o mesmo era de uma locadora distante e a multa diaria era cara, eu um reles pré adolescente não podia bancar dias e dias de locação... bom os anos passram e eu ainda não terminei a versão ed SNES, mas comprei a versão de DS e falo a todos... que sensação deliciosa de jogar um RPG completo; temática, história, trama, personagem, esquema de batalhas, trilha sonora e ambientes, tudo muito bem distribuído, o game me atraiu muito mais do que a versão de SNES, mas a escencia ainda é a mesma, só que com um ar novo, eu nunca terminei a versão de SNES, mas essa de DS eu descasquei, joguei ela dia após dia (isso porque hoje a nossa cota de dedicação aos games é bem menor do que era naquele tempo). Hoje em dia eu também possuo uma cópia do CART de Mario RPG para SNES, mas quase não o jogo... um dia irei sentar nofa com ele e destrinchar o mesmo.
Bom Orakio, esse seu texto foi magnifico cara, seria uma honra ter a sua participaçção na nossa revista, mas pena que o projeto não vingou, no fim foi tudo muito trabalhoso e exigia mais do que esperavamos de nossas abilitades.

Roberto disse...

Porra Gagá, tu é o cara. Eu tive uma história parecida quando saiu Street Fighter II para SNES. Fiquei plantado na locadora de 9 da manhã no Sábado até 18:30 esperando a locadora fechar. Após isso o jogo saia do videogame (onde os perebas ficavam jogando) e era alugado por algum felizardo, eu... Joguei de sábado à noite até segunda de manhã (por volta de 7 da matina) Foi o único dia que cheguei cedo na aula!!! rs. Antes passei na casa do dono da locadora e deixei o jogo com ele pois era obrigatório ter pra jogar assim que abria a loja!

Engraçado como esse pequeno fato me deu um senso de responsabilidade e respeito forte. Hoje em dia honro todos os meus compromissos pelo simples fato de devolver um jogo antes da locadora abrir e sem matar a aula!

Bons tempos!!

Fernando Dickinson disse...

Putz! Me identifiquei completamente com esse post!
Também já fiquei horas na locadora esperando chegar um cartucho que tava doido pra alugar, e isso foram várias vezes!
E também passei muita raiva com Battletoads, principalmente na famosa fase do jet sky. No dia que consegui passar dessa fase, passei a xingar até a 5a geração do cara que inventou a fase das cobrinhas...
Ótimo post! Parabéns!

Juliano disse...

Que época! Ótimo post Gagá. Parabéns!

Toper Breath disse...

Na época do SNES e MEGA, eu e uns amigos chegavamos na locadora antes do dono rsrrs
Excelente texto! Me identifiquei muito também!
valeu Gagá !

José Augusto F° disse...

História excelente. Engraçado e triste, como a geração atual e a pirataria, acabaram com isso.
Não vivi em locadoras, mas aluguei muita coisa para o Genesis. O bom era que não gastávamos grana, comprando lixo.

Sabat disse...

Muito bom Gagá XD essas histórias são realmente fodas, até me emocionam pois fazem com que eu me lembre dos meus tempos de locadora!!
Cara, agente ia de 5 ou 6 caras na sexta feira à noite, e alugávamos uns 12 jogos naquelas promoções salvadoras pra devolver só lá pra quinta feira da outra semana!!!

Uma passagem legal foi quando eu e ais um camarada zeramos megaman 7 no snes! Alugamos um FDS e não terminamos, agente não matava o desgraçado do Wily nem a pau naquela navesinha apelona. Alugamos denovo no outo fds e combinamos o seguinte: meu camarada iria matar todo mundo e deixar o jogo no último estágio antes de eu chegar do trampo (pois é, eu trampava de sábado, adolescente e escravo) e então eu chegava pra gente dar cabo do Wily. Começamos a jogar umas 2hs da tarde, fomos conseguir vencer o maudito bigode branco só no final do Domingo.
Bons tempos!!!

lindo post Gagá! Ao ver essa matéria, sinto que foi uma pena que essa revista digital não pode ser lançada, pois sua coluna ja seria imperdível!

Ezequiel disse...

hauhauhauha
eu sempre apaga todos os saves das fitas, uma vez peguei um zelda que tava 90%, pensei, coitado do cara, mas bem dane-se ele, apagar os saves fazia parte da diversão!

Julio disse...

Poxa Mestre Orakio, quantas vezes já não madruguei na porta da locadora também!

Pra Mortal Kombat inclusive, mais que outros. Quando alguém no meu condomínio alugava, fechava o Salão de Festas, levava o video-game e a televisão, e ficava o dia inteiro jogando, com platéia enorme atrás. Claro que quem fazia isso não deixava outros que não os amigos mais próximos tocarem no controle...

Orakio "O Gagá" Rob disse...

Que bom que gostaram!

É, as locadoras rendiam mesmo ótimas histórias...

Lembro de quando eu aluguei "Cyberia" de Saturn. Tinha que devolver até as cinco da tarde. Eu estava indo bem no jogo, e estava curtindo. Deu quatro e meia, eu pensei: "ah, o jogo está legal, vou pagar mais uma diária para poder zerar". Só que eu zerei cinco minutos depois! Fui VOANDO até a locadora devolver para não ter que pagar mais, cheguei em cima da hora!

A.L.A.S. disse...

Poxa, bons tempos das locadoras. Foi graças a elas que todos nós fomos conquistados pelos video-games. Sem falar nas histórias envolvendo elas…
Aqui tinha uma locadora que ficava a uns 5 minutos de ônibus, então, quando ia alugar algum jogo, os meus pais sempre me davam o dinheiro de passagem + o dinheiro do aluguel das fitas. Mas o velhaco aqui, que já era sagaz desde a pré-adolescência, sempre fazia o percurso a pé, assim poderia alugar mais fitas. =D
A caminhada era dura (dava uns 30 – 40 minutos), mas sempre valia a pena…XD

Magazine Games disse...

Huahuahuaa,A.L.A.S., comigo acontecia algo parecido, tinha 3 locadoras na vila onde moro, mas a top mesmo ficava a uns 10 min de onibus, porém na caminhada era uns 30min., mas e se eu quizesse os titulos bons eu tinha que madrugar na porta, principalmente quando saiu os Donkey Kongs e o Street Fighter Zero 2, esse segundo sim foi o cão para alugar... Ahhhh é, e também tem um detalhe que ninguém ainda citou, essa locadora que ficava distante da minha casa tinha o Neo Geo AES (aquele do cartuchão), agora pensa na dificuldade para você conseguir jogar uma horinha nele... eu também madrugava para poder jogar o tão poderoso console, além dessa locadora tinha outra que possuia o mesmo, mas ela era ainda mais longe, ai as vezes tentava ir nela para jogar...
Ahhhh esses tempos eram tão dificeis, nos torturavam d+, mas se não fosse assim a gente hoje en dia não teria-mos tais lembranças para compartilhar com todo vocês e nem esse ar nostalgico. Nos atuais dias, após uma imensa briga de pensamentos entre se pego ou não, pesamentos na balança de dificuldades e valores, eu tenho um Neo Geo AES, mas digo a todos... esse console é o melhor de todos e para mante-lo tem que ser cabra maxo e ter muita bala na agulha, é o console mais caro na face terrestre até hoje. Outra hora eu faço um especial dele aqui no blog.

Juliano disse...

Fantástico texto Gaga!
Sempre o acompanho (através de RSS), mas é a primeira vez que comento.

E muito bem ilustrado! Quem não entender as palavras, saberá exatamente o que aconteceu através das imagens rsrs

Eu até compraria um PS3 caso encontrasse alguma locadora que alugasse jogos para ele.

Porém, acho que aluguel de midias ópticas (cds, dvds, blu-rays) podem ser frustrantes... imagina finalmente conseguir alugar um God of War 3 e ao chegar em casa ele não funcionar! E depois para explicar na locadora, uma vez que o jogo pode funcionar perfeitamente la...

Jessé Autocouros disse...

Essa nova geração não sabe de nada. Aquilo que era época... só para ver a inversão dos valores de hoje, eu e meu primo fazíamos uma grana alugando os carts de Snes e Mega Drive. Podia parecer pouco, mas cada um de nós pode comprar um Game Boy com a grana guardada. E bendito seja Ponta Porã e todo o Paraguai. Ótimo texto Gagá... está de parabêns...

Thiago Zolini disse...

Eu era vizinho do dono da locadora, e ele não tinha o Mega... Então fazíamos uma troca, todo jogo novo que chegava ele ia "testar" no meu Mega, e ele acabava me dando a "preferência" nos aluguéis... Então, qdo tinha lançamento, eu era sempre o primeiro a jogar...

A VIDA É UMA AVENTURA disse...

Ótimo texto, tinha uma locadora!, e o artigo e comentários me fizeram lembrar daqueles bons tempos! parabéns!

Angelo disse...

Parabéns pelo post! Sempre leio mais nunca comento e este aqui mereceu!
Bons Tempos!

RockX disse...

Ao longo dos anos tive vários consoles e passei por algumas situações curiosas,como: emprestava meus jogos para um sobrinho e depois fui descobrir que um infeliz os espalhou pela vizinhança inteira; alugar numa locadora há 1 km de casa (passava a manhã inteira caminhando), mas compensava porque depois na volta passeava no shopping, nos sebos,etc.;era ao voltar da locadora e disputar a tv com um mala-sem-aça que não queria perder o jogo de futebol; já na época do SuperNES,o que me irritava era ligar pra locadora pra reservar um game (com antecedência)e ser atendido por uma pessoa sem educação ou ouvir que o jogo não estava disponível ou te passaram a frente; era mudar de cidade e descobrir que quase não tinha jogos pra locação; tive que levar o videogame pra praia porque um dia antes peguei catapora; você reserva um jogo e descobre que a filha-adolescente do dono te sacaneou vendendo pra outro, bem na época eu estava em depressão...
Hoje em dia é mais fácil ,pois você pode comprar jogo original em várias prestações, os consoles tem HD ou memory card como o saudoso PS2, você pode baixá-los se quizer,etc.

mateus souza disse...

Muito legal, tbm era assim, bons tempos dos rpgs em ingles rsrs, sem tradução nem nada aff, tinah q adivinhar onde é q tava o item ], sendo que alguem ali no jogo falava onde estava rsrs, continua velho gaga

carol disse...

Nessa época de Snes X Mega o meu pai tinha uma pequena locadora de bairro na frente de casa. Era maravilhoso, de vez em quando meu pai chegava com uma caixa cheia de cartuchos de vários consoles, eu e meu irmão íamos correndo olhar um por um e passar a noite em claro testando todos...
Depois que eu chegava da escola ficava a tarde inteira jogando, e é claro que as fitas precisavam ser alugadas também né...Cansei se ser interrompida no meio do jogo com meu pai pedindo pra devolver o cartucho, porque tinha gente esperando pra alugar kkkkk

Foi uma época muito boa, tive oportunidade de jogar muita coisa.

Daniel disse...

Ooooo época boa... comecei com o N8bits... era tenso, largava o game ligado pra poder continuar no outro dia auahuhauhauhauh
a mesma coisa no master!!!
Jogos eram coisas que quem tinha grana mesmo...