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3 de abril de 2010

Street Fighter 1

8 Comentários


Todos nós sabemos que Street Fighter 2 foi um clássico dos clássicos, que trouxe várias inovações ao gênero que até então havia sido muito pouco explorado, os únicos concorrentes eram dois games da SNK, Fatal Fury 1 e Art of Fighting 1, esses dois até que tinha idéias inovadoras, principalmente Art of Fighting, porém, tamanho era o sucesso do game da Capcom e a tardia chegada dos games da SNK para algumas regiões aqui no Brasil, fizeram essa diferença, poucos conheceram esses games no seu tempo de lançamento.

Em por falar de pouco conhecimento, eu sinceramente não conheço ninguém pessoalmente que tenha jogado ou ao menos visto Street Fighte 1, esse game desde seu lançamento em 1987 foi raramente citado por revista até então, a grande maioria dos gamers foram conhecer ele com a chegada de emuladores ou em uma recente coletânea da Capcom (Capcom Classics Collection Volume 2) que foi lançado para PS2 e X-Box em Novembro de 2006.
Street Fighter usava botões de pressão, era apenas um soco e um chute que modificavam a força de acordo com a intensidade do aperto dos mesmos.




Por incrível que pareça, Street Fighter não foi o primeiro game de luta, porém foi ele que trouxe os inovadores golpes com comandos, eram apenas um botão de soco e um de chute, mas ambos tinham o esquema de sensibilidade, onde dependendo da intensidade que se aperta o botão o ataque saia em fraco, médio ou forte. O problema dessa inovação para os jogadores atuais acostumados com uma jogabilidade ágil, é que os comandos são uma briga para saírem, é uma briga intensa com o joystick para soltar um Hadouken.
O visual do game também era bom, cenários e personagens muito bem feitos, mas a movimentação dos mesmos pecava feio, ao se andar para frente ou para traz o boneco ficava saltando que nem uma rã e ao enfrentar uma jogatina solo, os oponentes te atacam feito doidos que a gente nem consegue saber onde se defender. Já o áudio é bom levando em consideração a sua época, ele tem algumas vozes digitalizadas, as músicas são boas, mas os efeitos sonoros dos ataques são fracos, para quase todos que conheceram a série pelo segundo game estranhará ouvindo Ryu e Ken soltando seus Hadokens, Shoryukens e Tatsumakis, isso porque o nome dos ataques são falados em inglês (Hadouken = Ball of Fire, Shoryuken = Dragon Punch, Tatsumaki Senpukyaku = Hurricane Kick).
O mapa mundi era simples, mas eu gostei desse ar de velho que ele tem.

Os pre-bout são bem simples e com uma arte fraca nos tempos atuais, mas em 87 isso era o top.
Ao iniciar o game você não pode selecionar um personagem como acontece com Street Fighter 2, o primeiro player será sempre o Ryu e o segundo sempre o Ken, e o jogador tem dez oponentes para enfrentar para terminar o game (Birdie, Eagle, Joe, Mike, Gen, Lee, Geki, Retsu, Adon e Sagat), vencer esses dez rivais não será tarefa fácil nem para os mais experientes em games de luta, a pancadaria é toda desgovernada e sem noção. O game também contém dois bônus no quais consiste em quebrar tocos de madeira e telhas, um fica alguns caras segurando as madeiras e no outro você tem que dar uma de Daniel-San e descer a mão para rachar a pilha de telhas ao meio.
Street Fighter 1 também chegou a sair para consoles e pc’s que circulavam naquele tempo (Amiga PC, PC Engine, Comodore 64, DOS, Amstrad CPC e Atari ST). Com a ajuda de um amigo que tem PC Engine e que tem esse game para o console, consegui algumas informações sobre essa versão, já as demais para as outras plataformas não se acha informação em canto algum.

A versão de PC Engine foi a que se aproximou mais da versão arcade, por ser um console de CD, essa versão possui alguns loads, nada monstruoso como os de Neo Geo CD, a movimentação dos personagens está intacta, mas nos cenários teve perdas de alguns elementos, as barras de energia também são um pouco diferentes e tempo fica abaixo das mesmas, os personagens em si ficaram um pouco menores, isso acontecia também em Street Fighter 2 dos 16 bit’s e até mesmo em games mais recentes como king of Fighters 98 e 99 para Dreamcast, o áudio teve uma algumas modificações, pelo fato de ser em CD o game teve suas musicas arranjadas, ganhando mais batidas para deixar mais atual a época em que foi lançado.
A versão de PC Engine foi convertida pela Hudson e o titulo foi modificado por Fighting Street, o motivo dessa mudança eu ainda desconheço (seria por direitos com a Capcom?).
Recentemente, alguns programadores Mugen, fizeram uma versão corrigida do game e por incrível que pareça, bem melhor que o original, os golpes saem com facilidade, as barras de energia foram desenvolvida para um designe bem mais bacana, sem contar que adicionaram até especiais e contadores de HIT, graficamente e sonoramente o game é o mesmo, mas vale a pena dar uma conferida.
Quem gosta de Mugen pode conferir essa versão feita por fãs que sinceramente ficou ótima.
Enfim, falar de um game clássico que nunca foi muito explorado é fácil, porém só jogando mesmo para se ter idéia melhor do que se trata, então eu aconselho a todos a dar uma garimpada na net que vocês encontraram uma ROM dele, assim poderão apreciar essa jóia.
Sim Ken, vamos precisar de muita sorte para encarar esse game... ow roubalheira infernal.

PC DOS

AMIGA


Comodore64


PC Engine


Amstrad CPC


Arcade

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