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18 de maio de 2011

Light Pen: Jogatina Touchscreen há mais de vinte anos, antes do Nintendo DS

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Se você acha que o Nintendo DS foi o primeiro videogame a utilizar a tecnologia com a tela touchscreen, errou ! O Vectrex com seu LightPen foi o primeiro e (pasmem) no ano de 1982.

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7 de fevereiro de 2010

Game Boy - Especial

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UM COLOSSO PORTÁTIL
Em 31 de julho de 2009 o console mais importante da Nintendo completou 20 anos. Duas décadas atrás, com o sucesso do NES, a gigante japonesa do entretenimento resolvia expandir seu domínio além das salas de estar. Foi então que ela decidiu que queria acompanhar o seu usuário nos ônibus, nos carros, nos trens, no avião e etc. Foi o visionário Gunpei Yokoi, juntamente com a equipe de pesquisa e desenvolvimento 1, que transformaram o desejo da Nintendo em realidade. Nascia assim o console de bolso mais popular do mundo, o Game Boy.
Game Boy em sua famosa versão popularmente conhecida como "tijolão"

Antes do Game Boy os únicos videogames portáteis existentes eram o "Microvision" e o famoso "Game & Watch". O Microvision foi um hand-held lançado em 1979 pela companhia de Milton Bradley. Parecendo mais um tijolo do que um videogame e tendo alcançado algum sucesso, o Microvision se tornou um videogame importante, pois foi o primeiro a utilizar cartuchos. Encontrou o seu declínio em 1981 pelo número reduzido de games (somente 12), tela muito pequena e ausência de suporte à altura dos grande consoles da época. Já o Game & Watch, lançado pela própria Nintendo e chamado aqui no Brasil de Minigame, consistia de uma pequena tela de LCD com apenas um jogo. Além de jogar era possível saber a hora e programar um alarme para tocar. Por essa razão foi chamado de Game & Watch, que traduzindo literalmente, seria algo como Jogo & Relógio.
Microvision e Game & Watch, respectivamente

DAVI vs. GOLIAS
Bem, mas o Game Boy se tornou muito próximo de não ser o novo hand-held lançado no mercado em 1989, pois nesta mesma época a Atari pretendia lançar o seu portátil e garantir uma boa fatia deste nicho. Tsc, tsc... ledo engano. Lançado em setembro de 1989 e utilizando uma forte propaganda, chegava nas prateleiras americanas o concorrente direto do Game Boy, o LINX. Embora sendo um portátil potente, com ampla tela de LCD colorida, som estéreo e jogos de visual muito bacana, ele não conseguiu ser páreo para o console monocromático da Nintendo.
Atari Lynx em destaque

O grande defeito do LINX foi o seu alto preço na época do seu lançamento -189 doletas, em comparação aos U$90 do Game Boy- e o consumo excessivo de baterias. Enquanto o Game Boy necessitava apenas de 4 pilhas AAA e com duração de jogabilidade de 10-12 horas, o seu concorrente utilizava 6 pilhas AAA e durava apenas 4-5 horas. Mesmo assim, o hand-held da Atari fez algum sucesso quando do seu lançamento. Porém, a empresa não contava com a arma secreta da sua concorrente, Tetris!


FROM RUSSIA WITH FUN!!
Logo quando o Game Boy foi lançado a idéia era que nele fosse acompanhado o game Super Mario Land. No entanto, foi Henk Rogers, desenvolvedor de games e o cara que quase arrancou à força os direitos do Governo Soviético (ELORG) sob Tetris, que insistiu que o game acompanhasse o console da Nintendo. Com a sua célebre frase pronunciada para o presidente da Nintendo, Henk Rogers disse: “Se você quiser vender o console para crianças, acompanhe nele Super Mario Land. Se você quiser vender o console para todos, coloque Tetris”. A Nintendo não esperava, mas Tetris foi o responsável por alavancar de vez as vendas do pequenino. Fazendo ser vendido no mundo inteiro quase 35 milhões de cópias e 1 milhão somente na primeira semana de seu lançamento nos EUA. O game foi um fenômeno absoluto. Se Tetris tivesse um segundo nome, seria sucesso.

Com Tetris e Super Mario Land formando a linha de frente de games de peso para o seu hand-held, a Nintendo conseguiu derrubar o LINX da Atari e o Game Gear da Sega com facilidade. Mesmo sendo consoles com uma capacidade muito superior ao monocromático da Nintendo eles não puderam concorrer com esse fenômeno. Durante os anos que sucederam o Game Boy ganhou novas versões, como o Game Boy Pocket, com uma tela de LCD maior e mais cores monocromáticas, e o Game Boy Color, o primeiro portátil à cores da Nintendo, ambos estratégias de marketing utilizadas para prolongar a vida do portátil.

Game Boy Pocket e Game Boy Color


COM O PÉ NA COVA
Porém, tudo que tem um início também tem um fim, e o Game Boy estava começando a apresentar sinais de cansaço. Foi então que a Nintendo decidiu que precisava de um game com um novo visual e que pudesse retirar o seu querido console da beira do túmulo. Foi aí que apareceu o segundo fenômeno: Pokémon.
Lançado em 1996, Pokémon conseguiu alavancar mais uma vez as vendas do portátil, pois ele praticamente reinventou a forma de fazer games. Não só pelo fato de ter sido lançado em duas cores, azul e vermelho, mas também por apresentar uma nova dinâmica de jogo. Com Pokémon era possível colecionar os monstrinhos (151 na época de seu lançamento), evoluí-los, batalhar com eles e pasmem, era possível trocá-los com seus amigos! Sim! Através do cabo link, Pokémon conseguiu elevar o portátil a um outro patamar de interação. Ash, Pikachu e sua turma conseguiram arrancar do bolso da criançada ao redor do mundo, bilhões em dinheiro com jogos e merchadising, tornando-se a franquia mais importante depois de Mario e enriquecendo os cofres da Nintendo até hoje.


O GAROTO CRESCEU
Porém, em 2001 o hardware do Game Boy color estava se tornando obsoleto, mesmo com o sucesso de Pokémon. Foi então que a Nintendo resolveu transformar o seu menino num homem, e lançou o Game Boy Advance. O GBA funcionou quase como um Super Nes em miniatura, só que mais incrementado. Mesmo não contando com um backlite na época em que foi lançado, o GBA sumiu das prateleiras logo quando chegou no mercado. Tendo sido criticado pelo público por ter uma tela bastante escura, o que tornava a experiência de jogar bastante desconfortável, em 2003 a Nintendo resolve lançar uma versão mais modernizada do GBA, o GBA SP. Dessa vez o portátil contava com um design que parecia mais um laptop, com uma tela de LCD colorida com frontlite e uma bateria recarregável interna. Essa versão foi um fenômeno de vendas, sendo responsável por vender 8 milhões de unidades, respondendo por quase metade das vendas da geração GBA.
Semelhante a um Notebook, o GBA SP fez grande sucesso!

Mas, em 2005, influenciada pela onda nano, a Nintendo lança uma nova versão do GBA, o GBA Micro. Acompanhando o design do primeiro GBA, a versão Micro era menor, mais colorida e mais pecadora, pois não permitia jogar os games das versões anteriores ao GBA, tinha um preço elevado e estava ultrapassado, do ponto de vista tecnológico. Portanto, as vendas do Micro não foram tão significativas e o console não fez o sucesso que era esperado. Tendo sido o seu brilho ofuscado pelo recém-lançado Nintendo DS.
NDS e sua tela touchscreen: Uma maneira revolucionária de se jogar.

Mesmo não sendo mais produzido a influência do Game Boy repercute através dos tempos. Seja jogando na sua versão tijolão, pocket, color ou advance não podemos negar que a família Game Boy se tornou um dos ícones mais importantes da cultura pop e um dos sistemas mais importantes já lançado na história do videogame. Portanto, desejamos ao nosso querido Game Boy um feliz aniversário (atrasado) e uma longa vida ao console!!

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